domingo, 9 de dezembro de 2007

Micologia

Características gerais dos fungos: eucarioto,possui núcleo material genético.
Estrutura da célula fungica: parede celular, membrana citoplasmática, núcleo, ribossomo, miticondria, reticulo endoplasmático, aparelho de golgi, vacúolo.
Morfologia: colônias leveduriformes: blastoconidio; pastosas ou cremosas compostas por microorganismos unicelulares que cumprem as funções vegetativas e reprodutivas.
Colônias filamentosas: algodonosas, aveludadas ou purulentas
Hifas (contínuas/cenocíticas ou tabicada/septada) → micélio → Vegetativo(sustentação e absorção) – artroconidio: se desprende do micélio vegetativo e cumpre função de propagação Aéreo → micélio reprodutivo: se diferencia para sustentar os corpos de frutificação ou propágulos
Clasmidoconideo → elemento de resistência.
Reprodução dos fungos: assexuado: fragmentação do artroconidio (artrósporos). Fissão da célula somática. Brotamento ou gemulação do bastoconidio-mae. Produção de conídio (macroconidio, microconidio). Sexuado: 2 células haplóides se unem formando o zigoto → divisão por meiose. Esporo sexuado interno → ascósporo. Esporo sexuado externo → basidiósporo.
Crescimento e nutrição: PH (cresce em ph amplo, ph ideal de 5 a 7). Umidade (resiste a baixo teor de umidade). Temperatura: dimorfismo (fase micelial 22 a 28 ºC; fase leveduriforme 35 a 37 ºC). oxigênio (aeróbia (maioria) anaerobia algumas. Nutrientes (carbono, nitrogênio, sais minerais, vitaminas, água). Tempo de crescimento variado.
Diagnostico laboratorial das infecções fungicas:
1) coleta de material
2) micológico direto:
material biológico + KOH 20% (ou KOH 20% + tinta Parker permanente azul 1:1).
3) cultivo:
Agar Sabouraud. Agar Mycosel (aguar sabouraud + cicloheximida + cloranfenicol) incubado a 25 a 30 ºC por ate 30 dias.
4) identificação:
Bolor: exame macroscópico (cor da colônia, superfície reverso, aspecto de bolor, tempo de crescimento).
Exame microscópico: BOLOR
Técnica de esgarçamento: observar órgão de frutificação ou conídios.
B) Microcultivo: placa de petri (estéril), lamina de apoio, lamina suporte do microcultivo, lamínula. Dentro da placa de petri: lamina suporte, Agar batata, lamínula, semear o bolor nas 4 bordas do Agar batata. Incubar em camara úmida por 10 a 15 dias em T.A. Montagem da lamina: tirar a lamínula com a pinça. Na face onde ocorreu o crescimento, pingar uma ou duas gotas de álcool para fixar as estruturas. Em uma lamina limpa e seca, pingar uma gota de lactofenol azul de algodão. Colocar a lamínula fixada. Observar os corpos de frutificação, MOC aumento de 100x e 400x.
LEVEDURA: colônia cremosa ou pastosa com coloração branca ou creme. Identificação das espécies do gênero Cândida:
A) prova do tubo germinativo: semear uma alçada de levedura em 0,3ml de soro humano + 0,5% de glicose, por 2 a 3 horas a 37 ºC. colocar uma gota entre a lamina e lamínula e observar a formação do tubo germinativo. MOC aumento de 400x. tubo germinativo positivo = cândida albicans.
B) pesquisa de clamidoconidio (microcultivo em lamina): esterilizar o material para o microcultivo de bolor. Cobrir a lamina estéril com 3 ml de Agar fubá. Estriar a levedura em estudo. Cobrir com lamínula estéril. Incubar em camara úmida por 1 a 2 dias a temperatura amibiente. Observar: levedura ao lado da estria com pseudohifa e clamidoconidio. Positivo para cândida albicans.
C) auxanograma (assimilação de fonte de carbono e nitrogênio): preparar uma suspensão da Cândida sp, em água estéril. Colocar 0,1ml da suspensão, em cada tubo de auxanograma com glicose, maltose, sacarose, lactose, galactose, etc. incubar 2 a 3 dias a 25 ºC e observar o crescimento. Turvação do meio indica assimilação e crescimento da levedura. Compara os resultados com a tabela de identificação de leveduras do gênero Cândida.
D) zimograma (fermentação de açúcar e produção de gás): usar a mesma suspensão de Cândida SP, feita para auxanograma. Colocar 0,1ml da suspensão, em cada tubo de ziograma com glicose, maltose, sacarose, lactose, galctose, etc. incubar 2 a 3 dias a 37 ºC e observar os resultados. Fazer a leitura pela mudança de cor do meio e formação de bolhas (nos tubos de Durhan – invertido). Comparar resultado na tabela. Indicador de pH = púrpura de bromocresol (ph acido = amarelo; ph alcalino = roxo).

1-MICOSES OPORTUNISTAS: afeta pessoas com baixa imunidade.
Candidiase: Cândida albicans; C. tropicalis, C. krusei; C. parapsilosis; C. guilliermondii.
Encontrados em solos e águas contaminadas com dejetos humanos e animais.
A maior parte das infecções são de origem endógena; Se manifestam na mucosa oral e vaginal, pele, unha, em casos extremos no organismo todo.
A virulência depende de fatores intrínsecos (do próprio paciente) e extrínsecos ex. pacientes que estão tomando antibióticos.
Manifestações clínicas: sapinho e micose superficial em locais quentes
Diagnóstico: - superficial: raspagens do material
- mucosa: swab; vulvo-vaginite: secreção vaginal
Criptococose: Criptococcus neiformans
Encontrados em fezes de pombo. No líquor; fungo oval; geralmente associado a pacientes com AIDS; não é transmitida de pessoa-pessoa.
Pode se apresentar na pele, ossos, coração, testículo,próstata e olhos.
Transmissão: inoculação do fungo; se instala no pulmão. Apresenta tropismo com o sistema nervoso = meningite.
Sintomatologia: tosse,muco,vômito,febre
Diagnóstico: pesquisa de China; Líquor: agar chocolate
Reações sorológicas: usada principalmente no líquor 90% de especificidade
Aspergilose: Aspergillus fumigatus
Mais comum no nosso habitat; se instala em pacientes imunodeprimidos.
Podem colonizar feridas, queimaduras córneas;
Fungo filamentoso, formam bolas fúngicas
Pode se instalar nos brônquios e gerar aspergilose broncopulmonar
Diagnóstico: pesquisa direta: hifas septadas
Cultura: colônias acizentadas
Microcultivo: presença de corpos de frutificação
Tratamento: remoção cirúrgica da bola fungica e Anfotericina B
2- MICOSES SUPERFICIAIS (saprofitárias): a única que não induz resposta imunológica. Pelos e camadas superficiais da pele. Diagnostico: descartar outras patologias mais graves.
- Pele
pitiriase versicolor: Malassezia furfur. Fungo saprofita: endógeno. Forma clinicas: lesões hipo ou hipercromicas no tórax, abdômen, pescoço e face. Infecção assintomática. Diagnostico: esfregaço. Exame direto: cels refrigentes, paredes espessas, geralmente agrupadas em cachos com hifas curtas. Cultivo: meios de cultura + óleos de oliva. Técnica do porto: raspado da região, prende com fita durex na região e monta-se a lamina.
Tinha negra Phaennelomyces Werneckii. Formas clinicas: manchas enegrecidas, assintomáticas na palma das mãos ou planta dos pés. Diagnostico: exame direto: hifas septadas escuras. Cultivo: colônias inicialmente leveduriformes com divisão central enegrecidas passando a micelias.
- Pelos
Piedra branca (concreções endurecidas e claras): Trichosporon beigelii. Restrito a barba, axilas e pubianos.
Piedra preta: piedra hortae: concreções endurecidas e escurecidas. Restrita ao cabelo, nódulos aderente ao cabelo. Trat: cortar o pelo lesionado.

3- MICOSES CUTÂNEAS (dermatomicoses): pele, pelos e unhas. Atingem as partes queratinizadas. Dermatofitos. Gênero: Trichophyton: pele, pelo e unha. Predomínio de microconidio. Microsporum: pele e pelo. Predomínio de macroconideo. Epidermophyton: pele e unha. Predomínio macroconideo em forma globosa (parece uma luva). Fontes de infecção: direta e indireta. Formas clinicas: Tinha do couro cabeludo (tinha capitis). Tinha da pele glabra. Tinha crural (virilia). Tinna da unha. Tinha da barba. Tinha da Mao. Tinha do pé.
Pelos ou cabelos: endothrix: lesão dentro do cabelo. Ectothrix: lesão fora do cabelo. Diagnos lab: raspado da área lesionada. Exame direto: KOH (20%): presenca de filamentos fungicor sugetivo dermatofitos. Presença de células leveduriformes cândida albicans. Células leveduriformes com hifas curtas malassezia furfur. Cultivo: a 25 ºC Agar sabouraud, Agar mycosel. Identificação: levedura (gram +) roxo: microcultivo. Bolor: microcultivo.

4- MICOSES SUB-CUTÂNEAS
1. Esporotricose: Sporothrix schenckii; parasita humanos e animais; para seu crescimento são importantes a temperatura e umidade do ar.
Período de incubação: 7 a 30dias
Formas cutâneas= cutâneo-linfática: forma mais comum de manifestação (95%)
Ponto de inoculação – lesão inicial e posterior formação ascendente de nódulos linfáticos. Lesão pode parecer com uma cromomicose, tumores, lesão de leishmania por isso o diagnóstico diferencial é importante.
Forma cutâneo localizada: paciente com baixa imunidade; lesões muito doloridas.
Forma extra-cutanea: é a forma disseminada da doença; acomete tecidos e órgãos; é rara e geralmente ocorre por ingestão do fungo; difíceis de diagnosticar.
Diagnóstico: método direto: encontra-se células leveduriformes em forma de charuto: gram +; cultura em agar sabouraud crescimento em 5 a 7 dias; colônias cremosas de coloração bege ou amarelada.
Micetoma: Madurella grisea; encontrada na índia, África e A.Sul.
Mais localizada nos pés e pernas penetrando através de traumatismos.
Aparece mais em homens do que mulheres de 20 a 40 anos e pessoas que mexem com atividades rurais.
Infecção crônica, fibrosante de longa evolução; se apresentam com edema e eritema; pequena dor na lesão limitando a movimentação; pode gerar comprometimento dos ossos.
Diagnóstico: visualização e coleta dos grãos; cultura em agar sabouraud crescimento ¾ semanas; para saber o gênero e espécie recorrer ao microcultivo.
Tratamento: medicamentos = retirada da lesão; só a adm de de anti-fungicos não é o suficiente devido a capa fibrosante que não permite absorção do medicamento.
Doença de Jorge lobo: Paracoccidioides loboi Lesão inicial é uma verruga; grande incidência em florestas densas, crônica sub cutânea, benigna, caracterizada por colóide. Região amazônica: infecção crônica de desenvolvimento lento. Diagnóstico diferencial de hanseníase, leishmania e quelóide; Corte histológico: raspado ou biópsia
Tratamento: anfotericina B, cirurgia.
Cromomicose: Fonsecaea pedrosoi; Clima tropical e subtropical; apresenta cor, presente nos solos, vegetais, são as pessoas que mexem com planta que tem mais chance de se contaminar, ela pentetra por traumatismo, parece verrugas nódulos cutâneos. Exame direto: corpúsculo fumagoide tartado com KOH; Cultivo Agar sabouraud (4 semanas) colônia aveludada.
Feohifomicose: Exophiala sp. Pode causar lesão local ou sistêmica; transmissão por traumatismos, forma um cisto. Fungo de baixa patogenicidade.
Tratamento: remoção cirúrgica; exame direto: hifas septadas demáceas
Zigomicose: Rhizopus sp. Rara,fungos preferem clima quentes e úmidos, presentes no solo, plantas, centeio (pão). Abundante no nosso meio. Via respiratória (porta de entrada), ou via oral. Fatores pré disponentes: diabetes e imunossupressão. Forma: rinocerebral (pus pelos olhos, sangramento nasal). Ingerida: gastrointestinal (dor abdominal intensa, febre, diarréia). Forma cutânea mais rara: Diagnos: exsudatos e biopsias (hifas curtas, longas, hialinas, ceocíticas). Microcultivo: agar sabouraud. Alta mortalidade

5- MICOSE PROFUNDA OU SISTÊMICA
A) Paracoccidioidomicose: Pracoccidioides brasiliensis; Micose que habita o solo, água, plantas em elevada umidade a 23 ºC (media). América do sul (brasil parte central, sudeste, sul, são paulo botucatu), argentina, venezuela, colômbia. América central. Período de incubação: 10 a 20 anos, depende da virulência do agente e resposta do paciente. Assintomático; apresenta uma sintomatologia parecida com a da tuberculose. Forma: mucosa, cutânea, pode ser inalados e tbm por traumatismo. Manifestação clinica: infecção: estágios assintomáticos apresenta Ac mas não manifesta a doença, apresenta um teste cutâneo +. Doença: progressão do complexo primário e depois de algum tempo se manifesta, reinfeccao endógena. Aparece em diversos órgãos e diversos sistemas, ganglionar, cutânea, disseminada, visceral.
Diagnóstico: coleta de material pulmonar, pulsão, ou raspado de lesão. Micológico direto: escarro KOH. Observa-se células leveduriformes arredondadas, multinucleada, birrefringete (vê 2 camadas). Biopsia: corados (tudo igual), hifas septadas. Agar sabouraud: demora 1 mês para se desenvolver. Tratamento: sulfonamida e anfotericina B (via oral).
B) Histoplasmose: encontrado na natureza em locais de escrementos de aves. Micose na população em geral. A.Sul (argentina, venezuela, colômbia, brasil RJ, ubatuba e caraguatatuba). Contaminação: inalação do fungo, forma miceliana se transforma em levedura. Período de incubação: 1 a 2 semanas. Manifestações clinicas: forma pulmonar (na maioria das pessoas benigna, com sintomas de resfriado), forma generalizada (depende do órgão atingido, macrófagos alveolares). Diagnóstico: sangue, secreçoes, gânglios. Micológico direto não é adequado para diagnostico. Cultura: agar sabouraud: crescimento miceliano (hifas septadas com macroconideos birrefringentes ornamentados). Reações sorológicas, teste cutâneo, reação de precipitação e reação de fixação de complemento.
C) Blastomicose: Blastomyces dermatitidis – Blastomicose norte-americana habitat solo, vegetais, lugares com o ph acido. Brasil quase não tem. Mais em homens entre 30/60 anos. Infecção por inalação de conídios. 1ª infecção pulmão: assintomática, bem parecida com histoplasmose. Acomete tb os ossos e tecido. Diag: pulsão do material, observa-se: leveduras com brotamento em base larga (hifas, conídios como “pirulitos”). Tratamento: anfotericina B e sulfonamida. EUA acomete cachorros
D) Coccidioidomicose: Coccidioides immitis; habitat: solo, clima semi-arido, ph alcalino, com alta salinidade. Brasil: nordeste. Patogênico: homens e animais. Inalação dos conidios (quadro pulmonares 60% infecção leve; outras mais grave, acometendo o pulmão). Período de incubação: 1 a 2 semanas. Sintomatologia: febre, sudorese noturna, dor torácica. Pode ir para pele, meninge e vários órgãos. Diag: micológico direto. Observa-se: esférulas (dentro os esporos/conidios). Cultura: desaconselhável, altamente dispersível. Tratamento: anfotericina B.

2 comentários:

Anônimo disse...

Meu parabéns vc taq de parabéns ótimo blog *-*

Anônimo disse...

poxaaa... pparabéns msm ótimo resumo sobre micoses,, tirei 10 no meu trabalho escolar... ;D