Morfologia renal
O rim tem a forma de um grão de feijão com uma borda convexa e outra côncava, na qual se situa o hilo, onde entram e saem vasos sanguíneos, entram nervos e saem os ureteres. O rim é constituído pela cápsula (tecido conjuntivo denso), a zona cortical e a zona medular.
A zona medular é formada por 10 a 18 pirâmides medulares, cujo os vértices fazem saliências nos cálices renais. Estas saliências são as papilas, sendo cada uma delas perfuradas por 10 a 25 orifícios.
Cada lobo renal é formado por uma pirâmide e pelo tecido cortical que recobre sua base e seus lados.
Cada rim possui 1 a 4 milhões de néfrons. O néfron é formado por uma parte dilatada, o corpúsculo renal, pelo túbulo contorcido proximal, pelas partes delgada e espessa da alça de Henle e pelo túbulo contorcido distal. O néfron é a unidade funcional do rim.
Corpúsculo renal
É formado por um tufo de capilares (glomérulo) envolvido pela cápsula de Bowman, que possui dois folhetos, um interno (visceral) e um externo (parietal). Entre os dois folhetos existe o espaço capsular, que recebe o filtrado renal.
Ao penetrar no corpúsculo renal, a arteríola aferente dividi-se em vários capilares, que vão constituir as alças.
O folheto externo da cápsula é formado por tecido epitelial pavimentoso simples, que se apóia na lamina basal. As células do folheto interno se modifica durante o desenvolvimento embrionário, e formam os podócitos, de onde partem diversos prolongamentos primários e secundários.
Entre os prolongamentos secundários dos podócitos tem espaços denominados fendas de filtração.
Os capilares glomerulares são do tipo fenestrados sem diafragma, há uma membrana entre as células endoteliais e os podócitos formando uma membrana. Admiti-se que esta membrana basal seja a princiapl barreira na filtração glomerular.
O filtrado glomerular forma-se pela pressão hidrostática do sangue, a qual, no entanto, se opõe a pressão osmótica dos colóides do plasma e a pressão do liquido na cápsula de Bowman.
O filtrado glomerular tem quase a mesma composição do plasma sanguineo, porem quase não possui proteínas, pois as macromolécula não atravessam a parede dos capilares.
Células mesangeais
Alem das células endoteliais, e dos podocitos, os capilares glomerulares possuem as células mesangiais. Estas células são contrateis e tem receptores para a angiotensina II. A ativação destes receptores reduz o fluxo sanguineo glomerular. Outras funções destas células são: suporte estrutural para o glomérulo, sintetizam a matriz extracelular, fagocitose.
Túbulo contorcido proximal
No pólo urinário do glomérulo, o folheto parietal da cápsula de bowman se continua com o epitélio cubóide do túbulo contorcido proximal. As células do túbulo contorcido proximal tem o citoplasma acidófilo, devido a presença de numerosa mitocôndrias. O citoplasma apical apresenta microvilos, que formam a orla em escova.
Os túbulos proximais possuem uma luz ampla e são circundados por muitos capilares sanguíneos, na microscopia óptica, a luz deste túbulo aparece muito reduzida. O citoplasma possui canalículos que aumentam a capacidade de absorção.
O filtrado glomerular passa para o túbulo contorcido proximal, onde começa o processo de absorção e excreção. Aqui ocorre a absorção de quase a totalidade da glicose e dos aminoácidos e aproximadamente 85% da água e do cloreto de sódio. Absorve também cálcio e fosfato. Glicose, aminoácidos e íons são absorvidos por transporte ativo, porem a água passa passivamente. Quando a quantidade de glicose no filtrado excede a capacidade de absorção dos túbulos proximais, a urina se torna mais abundante e contem glicose. O túbulo proximal secreta a creatinina que é importante para diagnostico de lesões renais.
Alça de Henle
A alça de henle é uma estrutura em forma de U que consiste em um segmento espesso e outro delgado. Na parte mais externa da medula, o segmento descendente da parte espessa, estreita-se e se continua como a parte descendente delgada da alça de henle. O lumem desse segmento é largo, pois a parede da alça é formada por células achatadas.
Aproximadamente 1/7 dos corpúsculos se localizam próximos a junção cortiço-medular, fazendo parte dos nefrons justamedulares. Os outros são chamados nefrons corticais. Todos os nefrons participam do processo de filtração, absorção e secreção.
A alça de henle participa da retenção de água. Cria um gradiente de hipertonicidade no interstício medular que influencia na concentração da urina.
Embora o segmento delgado da alça de henle seja completamente permeável a água, o segmento ascendente é impermeável a água. No segmento ascendente o sódio é transportado ativamente para fora da alça, para estabelecer o gradiente medular necessário para concentrar a urina.
Túbulo contorcido distal
Após curto trajeto na cortical, a parte espessa da alça de henle torna-se tortuosa e passa a ser chamada de túbulo contorcido distal, também revestido por epitélio cúbico simples.
Nos cortes histológicos a distinção entre os túbulos contorcidos distais e proximais, ambos encontrados na cortical e formados por epitélio cúbico, baseia-se nos seguintes dados: suas células são menores (maior numero de núcleos em cada corte transversal), não tem orla estriada e são menos acidófilas.
O túbulo contorcido distal encosta-se ao corpúsculo renal do mesmo nefron e, nesse local, sua parede se modifica, suas células tornam-se cilíndricas, altas, com núcleos alongados. Esse segmento chama-se macula densa. Esta produz moléculas sinalizadoras que promovem a liberação da enzima renina na circulação.
Existe uma troca iônica, na presença de quantidade suficiente de aldosterona. O túbulo contorcido distal também excreta H+ e amônia para urina, sendo essencial no equilíbrio acido-basico do sangue.
Túbulos e ductos coletores
A urina passa pelo túbulo contorcido distal para os túbulos coletores, que desembocam em tubos mais calibrosos, os ductos coletores, que se dirigem para as papilas.
Os túbulos coletores mais delgados são revestidos por epitélio cúbico, a medida que se aproximam das papilas, as células ficam mais altas, ate se transformaresm em cilíndricas.
Aparelho justaglomerular
Próximo ao corpúsculo renal, a arteríola aferente não tem membrana elástica interna e suas células musculares apresentam-se modificadas. Essas células são chamadas justaglomerulares, tem núcleos esféricos e citoplasma carregado de grânulos de secreção, que participam da regulação do sangue. A macula densa do túbulo distal geralmente localiza-se próximos as células justaglomerulares, formando o aparelho justaglomerular. Também fazem parte deste aparelho as células mesangiais.
As células justaglomerulares produzem a enzima renina.
Os principais efeitos da angiotensina II são os de aumentar a pressão sanguinea e a secreção de aldosterona.
Circulação sanguinea
Cada rim recebe sangue por uma artéria renal, que antes de pentrar no órgão dividi-se em dois ramos. Um ramo vai irrigar a parte anterior e outro a parte posterior do rim. Ainda no hilo, esses ramos dão origem as artérias interlobares que seguem entre as pirâmides. Na altura da junção cortico-medular as artérias interlobares formam as arciformes, que seguem um trajeto paralelo a cápsula do órgão, percorrendo o limite medular e cortical. Das arciformes partem as interlobulares, que se situam entre os raios medulares, que com a cortical formam os lóbulos do rim. Das artérias interlobulares originam-se as arteríolas aferentes dos glomérulos que levam sangue para os capilares glomerulares. Destes capilares o sangue passa para as arteríolas eferentes que se ramificam para formar a rede de capilar, reposnsavel pela nutrição e oxigenação da cortical.
Os capilares da parte superficial da cortical reúnem-se para formar as veias estreladas estas se unem formando as interlobulares que irão formar as arciformes, e posteriormente as interlobares.
As veias interlobares convergem para formar a veia renal, pela qual o sangue sai do rim.
Interstício renal
O espaço entre os nefrons e vasos sanguíneos e linfáticos se chama interstício renal, no interstício da medula existem células secretoras chamadas de células intersticiais, que produzem a eritropoetina que estimula a produção de eritrócitos pelas células da medula óssea.
O rim tem a forma de um grão de feijão com uma borda convexa e outra côncava, na qual se situa o hilo, onde entram e saem vasos sanguíneos, entram nervos e saem os ureteres. O rim é constituído pela cápsula (tecido conjuntivo denso), a zona cortical e a zona medular.
A zona medular é formada por 10 a 18 pirâmides medulares, cujo os vértices fazem saliências nos cálices renais. Estas saliências são as papilas, sendo cada uma delas perfuradas por 10 a 25 orifícios.
Cada lobo renal é formado por uma pirâmide e pelo tecido cortical que recobre sua base e seus lados.
Cada rim possui 1 a 4 milhões de néfrons. O néfron é formado por uma parte dilatada, o corpúsculo renal, pelo túbulo contorcido proximal, pelas partes delgada e espessa da alça de Henle e pelo túbulo contorcido distal. O néfron é a unidade funcional do rim.
Corpúsculo renal
É formado por um tufo de capilares (glomérulo) envolvido pela cápsula de Bowman, que possui dois folhetos, um interno (visceral) e um externo (parietal). Entre os dois folhetos existe o espaço capsular, que recebe o filtrado renal.
Ao penetrar no corpúsculo renal, a arteríola aferente dividi-se em vários capilares, que vão constituir as alças.
O folheto externo da cápsula é formado por tecido epitelial pavimentoso simples, que se apóia na lamina basal. As células do folheto interno se modifica durante o desenvolvimento embrionário, e formam os podócitos, de onde partem diversos prolongamentos primários e secundários.
Entre os prolongamentos secundários dos podócitos tem espaços denominados fendas de filtração.
Os capilares glomerulares são do tipo fenestrados sem diafragma, há uma membrana entre as células endoteliais e os podócitos formando uma membrana. Admiti-se que esta membrana basal seja a princiapl barreira na filtração glomerular.
O filtrado glomerular forma-se pela pressão hidrostática do sangue, a qual, no entanto, se opõe a pressão osmótica dos colóides do plasma e a pressão do liquido na cápsula de Bowman.
O filtrado glomerular tem quase a mesma composição do plasma sanguineo, porem quase não possui proteínas, pois as macromolécula não atravessam a parede dos capilares.
Células mesangeais
Alem das células endoteliais, e dos podocitos, os capilares glomerulares possuem as células mesangiais. Estas células são contrateis e tem receptores para a angiotensina II. A ativação destes receptores reduz o fluxo sanguineo glomerular. Outras funções destas células são: suporte estrutural para o glomérulo, sintetizam a matriz extracelular, fagocitose.
Túbulo contorcido proximal
No pólo urinário do glomérulo, o folheto parietal da cápsula de bowman se continua com o epitélio cubóide do túbulo contorcido proximal. As células do túbulo contorcido proximal tem o citoplasma acidófilo, devido a presença de numerosa mitocôndrias. O citoplasma apical apresenta microvilos, que formam a orla em escova.
Os túbulos proximais possuem uma luz ampla e são circundados por muitos capilares sanguíneos, na microscopia óptica, a luz deste túbulo aparece muito reduzida. O citoplasma possui canalículos que aumentam a capacidade de absorção.
O filtrado glomerular passa para o túbulo contorcido proximal, onde começa o processo de absorção e excreção. Aqui ocorre a absorção de quase a totalidade da glicose e dos aminoácidos e aproximadamente 85% da água e do cloreto de sódio. Absorve também cálcio e fosfato. Glicose, aminoácidos e íons são absorvidos por transporte ativo, porem a água passa passivamente. Quando a quantidade de glicose no filtrado excede a capacidade de absorção dos túbulos proximais, a urina se torna mais abundante e contem glicose. O túbulo proximal secreta a creatinina que é importante para diagnostico de lesões renais.
Alça de Henle
A alça de henle é uma estrutura em forma de U que consiste em um segmento espesso e outro delgado. Na parte mais externa da medula, o segmento descendente da parte espessa, estreita-se e se continua como a parte descendente delgada da alça de henle. O lumem desse segmento é largo, pois a parede da alça é formada por células achatadas.
Aproximadamente 1/7 dos corpúsculos se localizam próximos a junção cortiço-medular, fazendo parte dos nefrons justamedulares. Os outros são chamados nefrons corticais. Todos os nefrons participam do processo de filtração, absorção e secreção.
A alça de henle participa da retenção de água. Cria um gradiente de hipertonicidade no interstício medular que influencia na concentração da urina.
Embora o segmento delgado da alça de henle seja completamente permeável a água, o segmento ascendente é impermeável a água. No segmento ascendente o sódio é transportado ativamente para fora da alça, para estabelecer o gradiente medular necessário para concentrar a urina.
Túbulo contorcido distal
Após curto trajeto na cortical, a parte espessa da alça de henle torna-se tortuosa e passa a ser chamada de túbulo contorcido distal, também revestido por epitélio cúbico simples.
Nos cortes histológicos a distinção entre os túbulos contorcidos distais e proximais, ambos encontrados na cortical e formados por epitélio cúbico, baseia-se nos seguintes dados: suas células são menores (maior numero de núcleos em cada corte transversal), não tem orla estriada e são menos acidófilas.
O túbulo contorcido distal encosta-se ao corpúsculo renal do mesmo nefron e, nesse local, sua parede se modifica, suas células tornam-se cilíndricas, altas, com núcleos alongados. Esse segmento chama-se macula densa. Esta produz moléculas sinalizadoras que promovem a liberação da enzima renina na circulação.
Existe uma troca iônica, na presença de quantidade suficiente de aldosterona. O túbulo contorcido distal também excreta H+ e amônia para urina, sendo essencial no equilíbrio acido-basico do sangue.
Túbulos e ductos coletores
A urina passa pelo túbulo contorcido distal para os túbulos coletores, que desembocam em tubos mais calibrosos, os ductos coletores, que se dirigem para as papilas.
Os túbulos coletores mais delgados são revestidos por epitélio cúbico, a medida que se aproximam das papilas, as células ficam mais altas, ate se transformaresm em cilíndricas.
Aparelho justaglomerular
Próximo ao corpúsculo renal, a arteríola aferente não tem membrana elástica interna e suas células musculares apresentam-se modificadas. Essas células são chamadas justaglomerulares, tem núcleos esféricos e citoplasma carregado de grânulos de secreção, que participam da regulação do sangue. A macula densa do túbulo distal geralmente localiza-se próximos as células justaglomerulares, formando o aparelho justaglomerular. Também fazem parte deste aparelho as células mesangiais.
As células justaglomerulares produzem a enzima renina.
Os principais efeitos da angiotensina II são os de aumentar a pressão sanguinea e a secreção de aldosterona.
Circulação sanguinea
Cada rim recebe sangue por uma artéria renal, que antes de pentrar no órgão dividi-se em dois ramos. Um ramo vai irrigar a parte anterior e outro a parte posterior do rim. Ainda no hilo, esses ramos dão origem as artérias interlobares que seguem entre as pirâmides. Na altura da junção cortico-medular as artérias interlobares formam as arciformes, que seguem um trajeto paralelo a cápsula do órgão, percorrendo o limite medular e cortical. Das arciformes partem as interlobulares, que se situam entre os raios medulares, que com a cortical formam os lóbulos do rim. Das artérias interlobulares originam-se as arteríolas aferentes dos glomérulos que levam sangue para os capilares glomerulares. Destes capilares o sangue passa para as arteríolas eferentes que se ramificam para formar a rede de capilar, reposnsavel pela nutrição e oxigenação da cortical.
Os capilares da parte superficial da cortical reúnem-se para formar as veias estreladas estas se unem formando as interlobulares que irão formar as arciformes, e posteriormente as interlobares.
As veias interlobares convergem para formar a veia renal, pela qual o sangue sai do rim.
Interstício renal
O espaço entre os nefrons e vasos sanguíneos e linfáticos se chama interstício renal, no interstício da medula existem células secretoras chamadas de células intersticiais, que produzem a eritropoetina que estimula a produção de eritrócitos pelas células da medula óssea.
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